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A arte de otimizar o tempo: aprender ouvindo.

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Na grande maioria dos cursos de marketing digital os professores irão repetir quantas vezes forem possíveis que o algoritimo de mídias sociais, como o Facebook, dá preferência a vídeos e imagens na hora de calcular o alcance de uma postagem. Você será bombardeado com conselhos para montar um canal no Youtube e como isso irá ajudar nas pesquisas do Google. Em grande parte isso continua (e continuará) sendo verdade, principalmente se comparado a mídias escritas, mas o que esses professores de marketing digital e gurus de mídias sociais não esperavam é que nós estivéssemos voltando a dar atenção ao ato de escutar.

Com a popularização do download de músicas, iniciado pelo napster no ano de 1999 e o lançamento do primeiro Ipod em 2001, o ato de escutar foi revolucionado para sempre e deixamos de ser reféns dos horários específicos de rádio e televisão para termos acesso às nossas músicas preferidas. Com isso, a própria visão de rádio foi sendo mudada e o conceito de On Demand (em tradução livre, por demanda) cresceu com cada vez mais força e imediatismo.

Seguindo essa tendência, em 2004 surge o primeiro Podcast. A palavra se origina da fusão de dois conceitos: Pod é uma sigla que significa Personal On Demand e Cast vem de BroadCasting, um equivalente a radiodifusão no Brasil. Isso demonstra como o formato nasce para dar autonomia ao ouvinte.

No Brasil, já em 2004 é criado o primeiro podcast do país, o Digital Minds, do Danilo Medeiros. Porém, pelo difícil acesso a mídia, o público era apenas de pessoas ligadas tecnologia de alguma forma. Cristiano Dias, do podcast BrainCast, cita alguns motivos que ajudaram no sucesso do formato como o aumento do uso de smartphones, a internet 3G, o lançamento de aplicativos exclusivos como as lojas do ITunes e a possibilidade de encontrar o formato em aplicativos de streaming como Spotify e Deezer. Além desses, Guga Mafra, do GugaCast, comenta que parte desse sucesso é a consequência de uma fraqueza que virou força: a impossibilidade de viralização dos conteúdos devido a duração dos programas. Com o passar dos anos entendeu-se que ao não viralizar a possibilidade de engajamento era muito maior, “em vista da intensidade do relacionamento que ele cria com os seus ouvintes”. Segundo dados disponibilizados pela Apple, o índice de retenção de ouvintes chega a 75%. Em entrevista com xxxxx para o podcast Código Aberto, Thiago Rotta, diretor de Inovação e Transformação Digital da Microsoft comenta como o uso dos assistentes pessoais ajuda a reforçar a volta das mídias em áudio, diminuindo o foco das marcas na produção de audiovisual.

Com o aumento da oferta de programas dos mais diversos assuntos, hoje o brasileiro entendeu que o podcast é uma forma de otimizar seu tempo e que através dele pode aprender enquanto está preso no trânsito, na academia ou durante aquela faxina no armário. Seja sobre amenidades ou assuntos específicos de uma determinada profissão, é muito provável que já exista um podcast sobre o assunto que você deseja. E para otimizar ainda mais o seu tempo, listamos podcasts de variadas durações onde há sempre algo de interessante para se aprender (todos estão disponíveis no Spotify e Deezer).

 

Resumocast: semanalmente Gustavo Carriconde debate sobre um determinado livro de empreendedorismo, tudo isso em no máximo 30 minutos.

Código Aberto: Podcast produzido pelo grupo de comunicação B9, traz conversas com os nomes mais influentes do mercado e suas experiências sobre mídia, tecnologia, comunicação, marketing e afins.

Nerdcast: Com 12 anos de estrada, o mais famoso podcast do Brasil produzido pela equipe do site Jovem Nerd fala sobre qualquer assunto, mas sempre com perspectivas interessantes.

Durma com essa: não teve tempo de se ligar em nada do que aconteceu no mundo durante o dia? Pois de segunda a quinta o Durma com essa faz um resumo de 10 minutos sobre o assunto mais instigante do dia.

Braincast: também pertencente ao grupo B9, esse podcast é mais aberto nos assuntos, mas sempre tentando agregar qualquer coisa ligada a cultura digital, inovação, negócios e criatividade.

Foro de Teresina: pertencente ao grupo da revista Piauí, todas as quintas discute e analisa os acontecimentos políticos nacionais.

Mamilos: mais um do grupo B9, esse podcast traz a tona os assuntos mais polêmicos da semana nas redes sociais para debater com respeito e sempre buscando o aprofundamento.

 

  • Luiza Rodrigues